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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A DOR E A DELÍCIA DE AMAMENTAR...


Há um tempo tenho sentido vontade de escrever sobre a amamentação – mas uma barreira sempre me impedia de falar sobre o tema... A certeza que tenho idéias duras sobre tudo que se diz às mães lactantes hoje, e que tudo que ouvi durante a amamentação ainda me dói como uma ferida aberta.
Meses atrás uma grávida me disse o seguinte:
“Cá entre nós, tenho medo dessa dor da amamentação. Penso que será até bom se eu não tiver leite. Bem, tenho vergonha de falar isso, pois as pessoas enaltecem tanto a amamentação, falam que é um momento único entre mãe e filho etc... Enfim, vamos ver o que está reservado para mim!”.
OBVIAMENTE não cito o nome dela nem sob tortura! Senti na própria pele o quanto as pessoas podem ser cruéis com as mães de primeira viagem. Quão rápido “esquecem” as inseguranças e medos que sentiram quando tudo era novo também para elas, ainda que não tenham manifestado em bom português (como minha amiga corajosamente foi capaz de fazer) que não é fácil assimilar alguns conceitos da nova realidade.
Às meninas é ensinado desde sempre que o seio é motivo para pudor. Mesmo quando eles ainda não são NADA diferentes de mamilos masculinos. Futuramente, serão exibidos apenas aos “escolhidos”, e o seio é então meio à disposição do seu próprio prazer. Até que, de repente, os seios ficam “grávidos”.
Pedir que todas as mulheres, cada uma com sua história, libido e educação doméstica, façam tranquilamente a passagem do “seio escondido prazeroso” ao “seio alimentador à mostra”, é bruto e contraproducente.
A minha resposta à grávida que citei foi essa:
“Olha, eu acho que tem “buzinaço” demais nos ouvidos maternos sobre tudo. Sou a favor de você experimentar, e se não rolar, não rolou. Tive dois motivos pra dar o peito: achei bom, apesar da dor; é prático e barato. Se gasta no mínimo cento e vinte reais por mês (acho q é um pouco mais, até) com leite artificial quando o bebê não mama no seio. Ele também fica mais propenso a ter problemas como intolerância a lactose (e daí você terá que dar o leite apropriado, devendo dobrar a cota mensal de leite). Acrescente que você vai ter de carregar as mamadeiras - as vezes até cheias, porque a água deve ser fervida previamente – e o leite em pó sempre que sair com o bebê. No meu caso, o leite materno é divino no avião: para alimentar, diminuir a bagagem de mão e para evitar a pressão no ouvidinho. Imagine: pediatra demorou de atender? PAM, peito para fora. Marido atrasou para buscar vocês em algum lugar? Manda o bebê pro peito. Sofri muito com feridas e ‘assaduras’, e ainda assim acho q vale muuuito a pena. Egoisticamente falando, sem considerar os benefícios pra o bebê... Rs”
Meses depois, esta mesma grávida me pediu dicas para amamentar porque estava com medo do bebê não conseguir mamar, de não ter leite... Tenho medo de não ser o suficiente! Queria tanto amamentar exclusivamente! Enfim, estou tentando emanar vibrações de confiança para o Universo!” Ela disse.
Comentei sobre como a visão dela tinha mudado. Lembrei como eu mesma mudei minha relação com meu próprio corpo na medida em que ele se modificava e o Heitor se tornava “realidade”.  A parti daqui, contarei a minha própria história...
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que amamentei o Heitor. Ele já tinha um dia de vida e eu estava ansiosa para saber se tinha leite. Dentre as muitas expectativas que criei, como mãe leitora e curiosa, sobre o que seria perfeito para o meu filho, estava o desejo de amamentar o Heitor no primeiro minuto de vida extra-uterina – mas não aconteceu. Insisti muito com os médicos da UTI Neo e dei plantão na sala de espera, esperando ele acordar. Sentei em uma cadeira ao lado do berço aquecido da UTI e abaixei a camisola MORRRRTA de vergonha: não só das pessoas que estavam lá, mas do próprio ato de por o seio na boca da criança... Em um ou dois minutos, todavia, tudo simplesmente tornou-se muito natural. E mágico. E ABSURDAMENTE dolorido. Naturalmente mágico e dolorido, foi exatamente assim que aconteceu...
O meu filho AMAVA mamar. Ele permanecia no seio por uma hora ou mais, desde o leite anterior até as gotinhas finais... Ele sugava com muita força e sinceramente... Nenhuma preparação poderia ter evitado as rachaduras que tive. O meu seio feriu-se, o mamilo perdeu uns pedacinhos de carne, inclusive. Doía, e claro, precisei parar para curar as feridas. Tirei leite para as mamadas “de descanso”, e fiz todo o possível para cicatrizar e aliviar as feridas: usei um “pad” em gel chamado “Mamare” que, gelado, alivia muito as rachaduras; usei as pomadas Lansinoh e Bepantol  com conchas de silicone para as feridas (a pomada Lansinoh é inócua, podendo ser ingerida pelo bebê); evitei “pads” de algodão enquanto o seio estivesse ferido; passei o leite materno no mamilo e nas feridas, deixando secar ao ar livre com sol suave batendo neles (o calor ainda ajudou o leite a descer!). E assim fui secando as minhas feridas... Incomodou por quarenta dias! Ainda assim, os seios doeram no início da amamentação por pelo menos uns dois meses.
Sei que não sou a regra. Na verdade, nunca ouvi falar de mais alguém que tenha sofrido tanto com mordidas, puxões e sugadas violentas por tanto tempo! Normalmente, com alguns dias, tudo está normalizado. Ainda assim, amamentar era algo delicioso.
A dor mais violenta da amamentação, todavia, não veio dos puxões do meu filho. Veio das palavras alheias.
Alguém PRECISA dizer as consultoras de amamentação, avós, mães, médicos, que NÃO ESTAMOS EM UMA DITADURA DA AMAMENTAÇÃO! Não, não vale tudo para que a mãe amamente seu bebê. Não, você não pode falar qualquer coisa a uma mãe cheia de hormônios. Não, nem tudo que é certo para você precisa ser certo para os outros. E SIM, mesmo que a sua causa seja nobre, mesmo que as suas intenções sejam ÓTIMAS, você PRECISA ser EDUCADA e DELICADA com um ser humano que revolucionou sua vida, que vê sua realidade ruir e milhões de coisas novas surgirem, e que tem todo direito de ficar assustada!
Assustar uma mãe não ajudará o bebê a longo prazo...
Quantas vezes não tive a sensação de estar em uma “Guerra Santa”, onde os sentimentos são elevados a extremos inconcebíveis...
Meu filho ficou com o peso abaixo da tabela da carteira de vacinação por seis meses. Isso me deixou “na berlinda” de todo tipo de agressão (agressão, SIM, porque doía e não precisava ser dito da forma dita!), mesmo tendo a primeira pediatra do Heitor dito que a tabela é só um guia e que o importante é o ganho de peso, e não a estrita permanência na faixa verde, e mesmo tendo a pediatra de Boa Vista testado todo tipo de técnica para aumentar o peso do bebê, como bombear o leite anterior, oferecendo ao bebê antes a “parte gorda” do leite materno, o leite posterior . Também fizemos testes para ver se leite suficiente estava sendo produzido (aos três meses, eram 250 ml bombeados dos dois seios!), e se ele estava mamando esse leite; se a pega estava correta. Mesmo com todas as tentativas e testes, o ganho de peso do Heitor era o mesmo. Pouco, mas normal.
Ainda assim, ao tentar doar a imensa quantidade de leite que sobrava, ouvi um desaforo no banco de leite (esse mesmo que pede doações nos outdoors!) do tipo: “vá engordar seu filho primeiro, mãe!”.  Uma senhora me deixou sem palavras quando disse: “se fosse meu filho, eu batia feijão e dava pra ele beber!”, o clássico “você devia ser presa por dar chupeta ao seu bebê”, e a pérola: “a culpa do seu filho estar magro é porque você dá chupeta e mamadeira a ele” (essa foi dita pela funcionária do posto de saúde, depois de pesar o Heitor e fazer só duas perguntas, “ele chupa chupeta” e “ele usa mamadeira”).
Depois de dois dias de UTI Neo, dois meses de dor nos seios e com todo esforço do mundo para produzir leite e amamentar meu filho, quilos de hormônios, cansaço, ouvir essas frases meigas era, digamos, como levar tapas na cara.
Não sei que estudo fantástico concluiu que o melhor método para estimular a amamentação era o TERROR! Vi funcionárias do Posto simplesmente arrancarem chupetas da boca de crianças que estavam lá para serem vacinadas e jogarem no lixo, dizendo (juro) às mães que, caso vissem nas crianças de chupeta de novo, os filhos delas não seriam mais atendidos no Posto.
Quando fiz consultoria de amamentação no Grupo Calma, em Salvador, a enfermeira me perguntou se eu usava mamadeira. Eu expliquei que eu usava, sim, porque tive que deixar de amamentar por alguns dias logo cedo, por motivo de doença; que optei por mantê-lo na mamadeira uma vez ao dia, para dar ao meu marido a oportunidade de alimentá-lo; expliquei que Heitor não se adaptou a colher, ao copinho, nem a pipeta para tomar o leite. Ela EDUCADAMENTE me explicou que isso costuma afetar a pega, mas que Heitor não parecia estar afetado, pois pegava o seio bem. Apenas pediu que eu alterasse a marca da mamadeira, recomendando a Nuk do bico mais estreito, parecida com a chupeta. Isso poderia ajudar evitar confusão do bebê com o seio. Também me alertou, quando eu comuniquei minha opção pela chupeta apenas antes do sono, cólicas e situações tensas, pedindo cautela no uso. Lindo. Não doeu nada na mãe.
Muitas mães ficam apavoradas, entre a cruz e a espada; entre a velha guarda, que lhe manda (aos berros) dar mingaus e chás aos bebês, e a nova guarda, que (aos berros) lhe exige o seio, seio, seio, e sorrisos!
Quando finalmente nos harmonizamos com a amamentação, eis que surge a “fase 2”: o desmame. A nova e a velha guarda se divide em “os que querem que você dê qualquer jeito para amamentar até os dois anos” e “os que acham que você devia ter vergonha de dar o peito a uma criança tão grande”. A essa altura, nós tínhamos aprendido a RANGER OS DENTES.
O melhor, sobre amamentação? O melhor para você e o seu filho. O que lhe faz relaxar. O que lhe permite alimentá-lo bem e tranquilamente. A melhor frase que ouvi? Da minha prima e pediatra, que disse: “se você quiser dar uma mamadeira de leite artificial e testar, relaxe, nada de ruim acontecerá com seu filho por isso”. Essa frase me libertou, me relaxou a um extremo que me permitiu amamentar em paz.
No mais, meu filho entrou rapidamente na faixa verde da média de peso aos seis meses, com a introdução das papinhas. Entrou, saiu, entrou de novo... Mas nunca perdeu peso, salvo por adoecer. É saudável, feliz e ativo. Mamou até os 13 meses. Sempre pegou o seio corretamente, desde a UTI. Come comedidamente até hoje, mas, até hoje, adora dormir apertando o seio da mamãe... É um peitólatra.
Heitor, com três meses: mama um peito e "reserva" o outro.

Quando dou conselhos sobre amamentação, digo sempre: faça o que seu coração pedir. Preparar o seio? Hidrate com Lansinoh, e não o machuque com buchas, toalhas molhadas ou coisas do gênero. No fundo, não é isso que fará o seu peito não rachar. Tomar sol do início da manhã não prejudicará, então deixe ele bater suavemente em seu mamilo... Há controvérsias, mas eu achei que o calor ajudou muito a cicatrizar as feridas. Verifique com sua obstetra se há alguma correção a ser feita no seu mamilo (se eles são invertidos ou retos).
Deixe seu seio roçar na camiseta ao dormir, sem sutiã, no último mês da gestação, para estimular o mamilo. Não há problema em apertar ou estimular o seio antes do parto: a ocitocina que faz produzir leite não é suficiente para induzir um parto prematuro (assim me disseram, porque esse foi um medo meu).  O bebê demora uma ou duas semanas para sentir “fome”, de modo que não há problema se seu seio demora de uma a duas semanas para produzir o leite.
Selecionei esse material para vermos a pega correta do seio pelo bebê. Há muito mais disponível na rede:
Retirada de: http://www.babycentre.co.uk/i/breastfeed/linedrawing2.jpg

Retirada de: http://psiudemedico.blogspot.com

Retirada de: http://minhas3princesas.blogspot.com

Retirada de: www1.folha.uol.com.br

Quando for amamentar, verifique se o bebê está pegando corretamente o seio, e relaxe. As primeiras sugadas são mais doloridas, mas depois de um minuto a dor vai anuviando...

No início o seio não produz exatamente leite, mas um “melzinho”, um líquido viscoso amarelado chamado Colostro, muito importante ao recém-nascido. É pouquinho mesmo, então não espere produzir um copo de leite branquinho na primeira vez que bombear! Nas primeiras semanas produzimos 40, 50 ml de leite por mamada, às vezes até menos... Na minha primeira extração, tirei DUAS GOTAS de colostro, e fiquei tão feliz! Uma mãe na bomba ao lado extraiu uns 20 ml e se martirizava por não ter leite... Quando lhe mostrei as minhas duas e felizes gotinhas, ela se acalmou... :D
Para extrair e estocar o leite materno, recomendo essa EXCELENTE apostila, disponível no site Aleitamento.com.
Também ADOREI e recomendo amamentar em diferentes posições: sim, existe um delicioso "Kama-Sutra" da amamentação! A minha posição preferida era "deitada-tirando-uns cochilos", mas durante as cólicas de Heitor, ele adorou mamar debaixo do meu braço. Eu me guiei pelo BabyCenter, NESSE artigo, mas há diversos outros muito bem ilustrados! Outro site bem interessante sobre o tema é ESSE aqui.
Lembro de dicas boas que as enfermeiras do Calma me deram: a melhor forma de amamentar é com o seio todo exposto; aqueles "dois dedinhos" segurando o mamilo é coisa antiga: o ideal mesmo é você sustentar a parte de baixo do seio com a sua mão e deixar o bebê recebê-lo. O "dedinho" em cima do seio não ajuda o leite a sair, e dificulta o bebê mamar, já que "puxa" a pele para fora da boca do bebê, atrapalhando a pega.
Outra boa dica é usar uma almofada de amamentação que apoie bem a lombar, circundando toda a cintura da mãe. Alguns modelos até vêm com "fitinhas" para manter as extremidades da almofada presas uma a outra, mantendo a almofada no lugar certo.
Não hesite em pedir ajuda a uma boa consultora em amamentação. Existem excelentes grupos de apoio e profissionais realmente habilitadas no mercado. Mas cuidado com os palpiteiros.
Dar o seio em público, no começo, faz sentirmos um pouco de vergonha. Mas é perfeitamente natural. Não deixe o seu bebê com fome apenas porque pessoas ignorantes ainda não assimilaram esse fato. Não deixe a guerra louca e histérica que se desenrola lá fora afetar o elo, a linha iluminada e inebriante que liga seu olhar ao do seu filho durante o mágico momento em que ele se alimenta através do seu seio...

A foto no início do post foi retirada de:  http://redemulheremae.blogspot.com

terça-feira, 15 de junho de 2010

Sutiãs de Amamentação e pré-parto

Mais um post de utilidade pública!
A escolha de um bom sutiã de amamentação foi uma das minhas maiores dificuldades. Acontece que o meu seio aumentou DOIS números! o primeiro, do início ao final da gestação; o segundo, do parto até hoje.
Ao final desse post, sei que pensarei que comprei sutiãs em excesso: na verdade, o problema é que demorei a me adaptar a um modelo... A minha busca por um sutiã confortável foi grande, e nenhum ficava realmente bom. Demorei até achar um que me deixasse verdadeiramente à vontade. Por isso, decidi colocá-los todos aqui, para que cada pessoa faça sua avaliação...
Acho que o maior problema da escolha do sutiã é a variação da forma do seio durante a amamentação: antes de amamentar eles ficam endurecidos; depois de amamentar, eles ficam mais flexíveis... Se o sutiã for grande,sobra pano quando vazios; se for pequeno, o seio pode ficar "escapando" pelas laterais enquanto você dorme de lado e eles enchem...
A escolha de "como abrir o sutiã" também é importante, bem como das alças. É importante combinar eles com as roupas que você vestirá depois do parto, também.
Eu, particularmente, comprei sutiãs de gestação, da Morisco. Comprei por pressão da vendedora, mas quase volto lá para BEIJÁ-LA, porque eu simplesmente AMEI! Usei dele nos últimos meses de gestação quase o tempo todo. Esse foi o modelo:


Também pode-se aproveitar o ensejo e comprar umas dessas calcinhas da Liz, MUUUITO boas no pré-parto e boas também para usar com a cinta depois do parto! Elas são fininhas, mas não correm na pele e não fazem calor!


Sou totalmente a favor de se comprar um único, que seja, sutiã pré-parto, principalmente quando já se tem seios de bom tamanho antes da gestação. É preciso, só, ver se eles têm um recorte frontal pra acomodar melhor o seio, ou uma "faixa" inferior pra sustentá-los, e almofadas nas alças, para descansar os ombros.
Eu usei os meus até depois do parto. Na verdade, errei quando comprei o meu primeiro sutiã de amamentação - ele nem constará aqui - que era feio, básico e antigo. Não tinha dessas tecnologias que fazem a pele respirar - acreditem, vocês precisarão disso! O leite materno FEDE muito depois de um tempo, e será necessário trocar o sutiã algumas vezes, caso estejam vazando. Por vezes desprende-se até um mal cheiro logo abaixo deles, e por isso o ideal é, inclusive, lavar os seios com bastante frequência. E, de preferência, trocar o sutiã.
Claro que tudo depende da quantidade de leite produzida, do tamanho dos seios e até do clima local. Mas pode acontecer.
Bom, no meu caso, acabei aposentando os de amamentação e usando os de gestação mesmo durante a amamentação inicial - e digo, é muito bom colocar o bebê no seio solto! A recomendação foi da Consultora de Amamentação do Grupo Calma, que me disse que amamentasse, inclusive, sem sutiã, sem blusa, e de preferência, deitada, para deixar o seio todinho para Heitor: e ele adorava!
Para sair, contudo, tive que investir em uns modelos...
O Grupo Calma me recomendou esse sutiã no pré-parto, segundo eles, para preparar o mamilo:

Já falei deles em outro post. Chamam-se Mammybem. EU não me adaptei... Talvez pelo meu seio ter ficado muito grande e ele ser um trambolho. Entre uma camada e outra vocês pode usar a concha de preparação. Funciona bem, o mamilo fica proeminente, e dá pra usar em casa o tempo todo, durante a amamentação. Defeito: tamanhos maiores precisam ser encomendados, e não ficam tão confortáveis. Mas uma amiga, que tem seios menores, amou. E concordo, nela ficaram ótimos.

Esse da Liz foi o segundo sutiã que comprei:


Eles são os mais bonitos, de longe. Têm abertura total, que considero melhor para a amamentação em casa, pois o bebê tem melhor contato com o seio; têm bom suporte, e almofadinhas nas alças. São de malha fria, que é uma delícia. Só tenho dificuldades com ele quando os seios estão cheios, pois, como dá pra notar pela foto, eles são mais decotados - o que é excelente com algumas roupas. Por conta disso, os meus seios ficaram "escapando" quando eu dormia de lado. Resultado: não os uso para dormir.
Acabei adotando os da Love Secret, pois são fofinhos e um dos modelos tem alça nadador, que ajuda com alguns vestidos:




Como o fecho deles é em cima, contudo, eu quis experimentar um outro modelo com fecho lateral, que coloca o bebê mais em contato com o seio. Na verdade o que me seduziu nesse modelo foram as alças de silicone, que quebram um galho com algumas roupas. Marca desses: Morisco.




DIFICULDADE (séria): Eu simplesmente NÃO CONSIGO colocar o ganchinho que prende o sutiã com uma mão só! O "aro" do meio é molinho, e simplesmenter não consigo "fisgá-lo". Ainda estou pensando em um jeito de modificar esse "aro". Ele também não é lá muito bonito...

Agora os meus atuais favoritos. Marca: My Lady.



Essas são os que mais gosto. Não são feios; malha fria bem gostosa; abertura total e fecho prático. Boa sustentação também. só faltou a almofadinha no ombro... Existem deles com bojo, mas por motivos óbvios de excesso de tamanho, nem cogitei comprá-los!

Por fim, recomendo essas calcinhas-cintas da Liz... São macias e dispensam aqueles colchetes chatos... Vale a pena comprar uma além da cinta recomendada pelo obstetra, ainda que apenas para descansar:




Sites onde comprei: www.walmart.com.br, www.americanas.com.br, www.lingerie.com.br.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Dicas de Sobrevivência, parte I

UFA! Agora é hora de narrar para o problema, as soluções: 1. Bombear o leite não foi fácil. O colostro demorou a descer, desde a UTI, e decidi bombear, já que o Heitor não podia mamar... A bomba do hospital era uma da marca Medela, cujas velocidades são numeradas de 1 a 7. Saí de lá com ferimentos no seio... Só com a bomba que tinha em casa consegui bombear sem ferir! A bomba era da Avent, e o diferencial era uma proteção de silicone com "massageadores" que aliviavam a pressão da sucção no mamilo... Ela é a mais cara, e também são as mamadeiras mais caras (cujo corpo encaixa embaixo da bomba). Mas vale o investimento. A diferença, ao menos pra mim, foi gritante.
A minha tem também um motorzinho, que é diferente do que usei no hospital, pois ele não tem velocidades pré-definidas: faz-se a sucção manualmente até parecer confortável, e o motor segue repetindo o seu movimento de sucção. Ela também vem com as peças da bomba apenas manual, caso não haja eletricidade ou pilhas.


Admito que hoje uso apenas a Manual. Salvo se você tiver que bombear de 3 em 3 horas, como eu tive, o motor é dispensável... Aliás, recomendo a todas usar, antes de tudo, AS MÃOS! Aperte-o, faça meleira, massageie-o... Depois coloque o seio na bomba. Conhecer seu corpo é sempre útil. Hoje, eu só uso o motor quando estou muito cansada e só uso a bomba manual quando tenho pressa. Usar as mãos, para mim, me aproxima do Heitor, me faz conhecer bem os meios de alimentá-lo. Acreditem, apertar os seios esclarece muita coisa...
A bomba manual dói um pouco o pulso... Experimentei a da Chicco em uma loja e me pareceu que ela dói menos, pois a haste que será apertada é mais próxima ao corpo, então quase não se precisa abrir a mão para apertá-la. Acho que a da Nuk também segue o mesmo design.
Mas prevenir nunca é demais, então, ter o motor pode não ser excesso de zelo.
Uma dica boa que me deram para ajudar o leite a descer (além das massagens circulares) foi usar o secador de cabelos. Direcionar ele para os seios, na posição quente, faz o leite descer mais rápido... Comigo funcionou muito bem, e a melhor parte: o som do secador funcionando lembra ao bebê um dos sons do útero, o da nossa corrente sanguínea... Quando ligava o secador, o Heitor ficava imediatamente em silêncio, ouvindo o barulho... Mate dois coelhos com essa cajadada! E ainda seque os cabelos, em seguida... :D

Bom, há também a bomba da Nuk, que também tem massageadores, mas como aparentemente não tem o mesmo design de pétalas, e não cheguei a testá-la, não posso opinar...

As feridas que a primeira bomba deixou no meu mamilo, eu curei com um novo medicamento chamado Mamare: o meu pai recebeu amostras grátis, por uma feliz coincidência, semanas antes do meu parto!



Como boa cobaia, testei o produto nas feridas e constatei o seguinte:
1. O Mamare é excelente para feridas e rachaduras, mas não ajuda quando o problema é "mamilo assado", pois ele adere a pele, e ao retirá-lo, você poderá senti-la ainda mais assada...
2. O ideal é deixá-lo todo o tempo na geladeira, pois o alívio que se sente com ele gelado é algo INDESCRITÍVELLLLL! De preferência, compre dois pares, e alterne-os no seio. Eu numerei os meus, e colocava-os em sequência logo após higienizar o último seio, depois da mamada. Assim, eles me ajudavam inclusive a saber qual era o próximo seio!
3. Funcionava melhor comigo retirando do seio a ser oferecido uma hora antes da mamada, pois quando o leite "vazava", sujava o mamare e diminuia a aderência. Durante essa hora, use conchas, mas é melhor evitar usar diretamente no seio... Eu quase tive uma dermatite fazendo isso!! Uma sugestão é usar com as conchas de silicone o sutiã modelo "MammyBem" (um sutiã estilo amamentação, onde a parte de trás lembra um sutiã comum, só que com um pequeno furo no meio, apenas para o bico). Eu, particularmente, não me adaptei a ele, e inventei uns pares de círculos de algodão duplos, com um furo no meio, devidamente costurados um ao outro. Coloco-os embaixo do sutiã comum, entre a pele e a concha. Não patenteei, podem copiar.



Testei duas marcas de conchas, as da Avent e as da Promillus. Uso ambas, acho que convivem bem... As da Promillus eu uso para o dia, pois ajudam a projetar o mamilo, e facilitam que o Heitor "ache" o centro do seio, principalmente quando ele está "lambuzado" de leite, escorregando no mamilo! De noite, elas escorregam e machucam um pouco, então eu uso as da Avent, com as conchas sem furinhos (Ela vem com as duas versões, e depois de alguns acidentes, passei a achar perigoso dormir de concha com os tais furinhos de ventilação! Pode-se acordar encharcada). Uma boa dica também é por um absorvente descartável dentro de cada concha, para evitar acidentes.

Quanto ao sutiã, aliás, preciso dizer que experimentei TODOS os modelos possíveis... Os que para mim unem beleza e praticidade são os da Liz, com abertura frontal (deixam o peito todo exposto) e uns da Love Secret, em algodão cor de rosa, que aliás tem modelos nadador e tradicional (o nadador foi uma mão na roda com algumas roupas!). O único defeito deles é não deixar o seio exposto, que eu considero muito melhor do que aquele BURACO enorme dos tradicionais...

Na verdade, preciso dizer que abstraí a tempos os tais sutiãs apropriados... Só os uso para sair com o Heitor, quando posso precisar amamentar discretamente na rua. De resto, prefiro usar os sutiãs reforçados para gestantes, e simplesmente RETIRÁ-LOS para amamentar! Não faz sujeira (deixo uma fraldinha logo abaixo), e o Heitor se esbalda.
É isso, por enquanto são essas as dicas que a minha primeira VIA CRUCIS da amamentação inicial deixou! A primeira, porque a "crise dos três meses" de Heitor pretende deixar outras tantas... Em breve!