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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Mãe de Dois.




Quando eu terminar de escrever essa postagem, já será o meu aniversário. O meu presente, esse ano, é voltar a escrever no blog...!
Depois de tantas idas e vindas, só sentei e comecei com o tema mais óbvio: ser mãe de dois.
Era preciso. Pensei nisso ouvindo "Hey Jude", uma canção que amo, em pé com Benício no seio, mamando, e Heitor agarrado às minhas pernas, "dançando" comigo. Benício não gostou (sabe-se lá porquê) e começou a chorar. Heitor ficou ressabiado e saiu de perto. Ser mãe de dois, inevitavelmente.

Começarei dizendo o óbvio: enquanto Heitor crescia, eu também me apaixonei loucamente por ele. Achava a criança mais inteligente, bonita e esperta do mundo. Heitor me fascinava completamente.

Quando engravidei, como todas as mães, me perguntei o que sobraria para o #2. Se o Heitor era a criança mais fascinante, linda e inteligente do mundo, quem seria o Benício? Como toda mãe, fiquei imaginando o sofrimento do pobre excluído, diante da família já formada à qual ele perguntaria: "tem lugar pra mim...?"

E no dia 04 do mês de novembro, 12 horas antes do momento que eu escolhi para ele nascer, Benício decidiu que era hora de vir.

No momento em que olhei para ele, achei a resposta para as minhas dúvidas: cada viagem é única. Cada paisagem tem a sua beleza. Cada canção tem seu momento ideal, e cada cor tem suas nuances.

Cada filho seu é, sob certa luz, o mais bonito, o mais inteligente, e o mais fascinante. Ao mesmo tempo. Como Beatles e Rolling Stones (ao menos para mim). Excelentes, separados, cada um em seu momento; fascinantes juntos, em uma canção explosivamente colorida...!

O Benício não é o Heitor. Nada é mais do mesmo. Ele tem seus gostos, suas manias... Seus tempos e suas vontades. O segundo funciona do seu próprio jeito. Limpe os ouvidos do primeiro beat.

A novidade é que você ouve as duas canções simultaneamente. Como se ouvisse Mozart e Caetano Veloso, cada um tocando em um de seus ouvidos. Surtante? Talvez... Às vezes.

Em outros momentos, você terá uma excelente "Jam Session". Será como um expectador que, entrando em um bar desavisadamente às 02 da manhã, com mais dez mortais, ouviu o Eric Clapton tocar com o George Harrison uma canção inédita da qual eles esqueceram ao sair do bar... E você entrará em bares assim pelo resto de sua vida.

No dia a dia, todavia, você ouvirá, MESMO, Mozart e Caetano tocando ao mesmo tempo. E ALTO.

Mais ou menos assim:

  • Alguma força estranha fará com que ambas as fraldas se sujem simultaneamente, com vazamentos;
  • Quando um deles chorar, o outro costumará manifestar-se solidariamente no mesmo sentido;
  • Quando um deles quiser dormir, o outro decidirá que é uma boa hora para gritar (de alegria ou tristeza, whatever);
  • Quando você estiver segurando o termômetro do primeiro, o segundo cairá com a testa no chão;
  • Seu colo DEVE passar a caber dois;
  • Eles sempre adoecerão juntos;
  • Eles necessitarão ao mesmo tempo do mesmo brinquedo;
  • Ambos adorarão o meio da sua cama - agora sem espaço para dois...
E por aí vai...

Enfim, ser mãe de duas criaturas é amar imensamente dois seres tão diferentes e igualmente fantásticos, únicos; é descobrir (se é que você já não sabia) que o ser humano não tem uma só resposta para tudo, que a vida não pode conter um único caminho e o maniqueísmo e amor não se misturam. Você adora o preto e o branco, compreende o medroso e o corajoso, acha lindo o careca e o cabeludo, aceita o calado e o barulhento. Você se fascina com a diferença, com a complementariedade da diferença, entre os seres. Com a completude que resulta da combinação de dois acordes tão destoantes. Você descobre o verdadeiro sentido da palavra família, que tem cara de caos, mas combina-se em harmonia em uma canção deliciosa.

Ser mãe de dois é ouvir ópera e Rock 'n Roll a todo volume, tocando em diferentes alto-falantes. Ensurdecedor. Mas também é, "de repente, não mais que de repente", ver o barulho se transformar em  How Can I Go On, com o Freddie Mercury e a Montserrat Caballe (ou, segundo o papai, Nothing Else Matters, com o Metallica e a Orquestra Sinfônica de San Francisco!).

É isso! Até a semana que vem! :)




terça-feira, 27 de março de 2012

Segunda jornada - a nova almofada de amamentacão.

Agora é certo: estamos esperando o quarto membro da família! Taí a razão do sumiço.
A descoberta da gravidez coincidiu com a descoberta de uma almofada de amamentação interessante, e mesmo achando cedo para comprá-la, quis aproveitar o frete grátis, tão raro para cá pro Norte do país.
Eu tive uma almofada parecida, estilo Aconchego, copiada de uma amiga que, por sua vez, copiou de um grupo de apoio à amamentação da Bahia, o Calma (que super-recomendo!). Essa almofada aliviou DEMAIS as minhas dores nas costas, pois é bem fofa e comprida, circulava todo o meu corpo. Todavia, emprestei para uma amiga muito querida, que SE APAIXONOU PERDIDAMENTE por ela e me convenceu a vendê-la.

Na verdade, apesar de amar aquela almofadona, eu via um defeito nela: não conseguia guardá-la, por ser muito volumosa.
O achado foi essa almofada das fotos, da Practical Baby, comprada na Bebê Store.

Essa foto é do site deles! Achei bem interessante esse uso da almofada, pois fiz muito isso com a minha antiga almofada, deixando o Heitor sentadão nela, como se estivesse em uma poltrona! :D


Ela vem nessa embalagem, muito boa para armazenar. Fechada desse jeito, fica do mesmo tamanho da máquina de costura.
Nessa foto as duas coisas interessantes que me fizeram comprá-la: o fato dela ser de courino bem maleável, macio e fácil de conservar e limpar (eu vazava bastante leite nos primeiros meses...), e o laço na ponta, que impede que a almofada escorregue durante a amamentação!
Achei a capa de tecido um pouco cara quando comprei, mas quando chegou, notei que o tecido é bem interessante, de difícil desgaste e bem macio. A partir dela vou mandar fazer outras.
Outra vantagem dessa almofada é esse zíper! Com o tempo o recheio das almofadas "murcha", e elas não têm mais a mesma firmeza. Com esse zíper eu posso comprar mais manta acrílica (barato e fácil de encontrar) e enchê-la.