Papai Pflug, você não posta então eu vou postar, depois você edita:
Diálogo entre papi Pflug e seu aluno:
Aluno (Roraimense): Professor, qual vai ser o nome do seu filho?
P.P.: HeitoR (assim, com um R bem gaúcho)
Aluno: Ah, Heitô!
P.P.: Heitô não, HeitoR!
Meu cunhado me contou sobre esse diálogo... Senti uma pena imensa desse desavisado papai! Não sei como contar a ele que 50% da família do Heitor só o chamará de "Heitô", e na melhor das hipóteses: na mais provável ele será chamado por algum grunido semelhante a "Etô". É certo, contudo, que NUNCA, mas NUNCA MESMO, o chamarão de HeitoR, com esse "Rê" tremedor, lá pros lados da Bahia!
Agora só consigo pensar na PANACÉIA de palavras que formará o "dialeto" falado por Heitor! Vejamos possíveis exemplos:
- Ele vai ao Bonfim e exclama: Que "lomba" "da porra"!
- Nos aniversários infantis: "ô vei", dá um "negrinho" aí, "namoral"!
- Vó, quer "erva"? (nesse momento a minha mãe desmaiaria)
- Tou todo "assanhado" pra sair... (no Sul: tá empolgadinho pra balada; na Bahia: com aparência de saído do ovo, incompatível com a balada)
- "Oxoxoxoxoxi", "Capaz"! (espanto 50% incompreensível na Bahia e 50% incompreensível no Sul")
- Tio, dá um "cusco"? (aí meu irmão metia a mão no "piá", certo de que ele deseja uma porrada!)
E esse dicionário do "Heitorês" ainda rende! É preciso, ainda, colocar o sotaque "Macuxi" de Boa Vista, dando uma entonação Nortista ao vocabulário...
Coisa única esse mix-guri:
"Bah! É Niúma!"
Amanhã ele dá as caras de novo na telinha. Está tão empolgado aqui dentro, que dá "cambalhotas/cabriolas" por segundo, tal qual um PUM PRESO!
Resta definir se está dançando "chula" ou "afoxé". Pilchado, ou a la Filhos de Gandhy...
Caro Heitor: só o pão cacetinho o libertará! Pelo menos o cacetinho é pão, no Sul ou na Bahia!