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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Viagens de avião com Heitor - problemas e soluções... Atualizado!

Como muitos já sabem, eu moro no Estado de Roraima. Heitor nasceu em Salvador, na Bahia, onde está a maior parte da minha família. O Fernando é do Rio Grande do Sul, onde está a maior parte da família dele. Assim, o Heitor nasceu para viajar. Com 11 meses, já exibe a interessante coleção de nove cartões de embarque. E até o fim do ano serão mais três.
Na primeira viagem, o Heitor tinha só 2 meses e meio. Éramos três na primeira viagem, então não nos preocupamos muito com a "dor nos braços" (são 8 hrs de vôo). Usamos só o aconcheguinho dele como travesseiro para ele:
A mesinha, quando ele é pequeno, serve bem de apoio ao braço!
 Na segunda éramos eu e a babá dele, aos 4 meses e meio. Segui a dica da minha prima Cecília e usei um travesseiro como "colchãozinho" para ele e apoio para os braços:



Só achei o travesseiro muito difícil de carregar na bagagem de mão. Em ambas as viagens, nós fomos de Gol. A Gol não fornece, como a TAM, o carrinho. Por outro lado, eles permitem que a gente deixe para entregar o carrinho na porta do avião, ao comissário, informando antes no balcão e colocando nele a etiqueta apropriada. Tudo isso sem incluir o peso na franquia de bagagem... Na verdade, quem leva um bebê de colo pode levar o carrinho ou o bebê conforto até a porta da aeronave sem incluir na franquia (no caso do bebê conforto, pode levar até mesmo dentro da aeronave, no compartimento de bagagens), mas uma mãe me disse uma vez que sempre leva os dois. Eu nunca quis arriscar, mas de repente... Ela colocava tudo dentro do bebê conforto (sua bolsa e a do bebê), e assim, levava só um volume e o bebê no carrinho.
Caso o vôo tenha conexões, essa prerrogativa do carrinho na porta do avião pode ser uma mão na roda, inclusive para alimentar o bebê no aerporto...
Pede-se ao comissário, uns 15 minutos antes do vôo descer, que o carrinho chegue na porta do avião para usarmos. Ficamos com o carrinho no aeroporto e no novo embarque, devolve-se do mesmo jeito. É possível fazer isso também na chegada ao local de destino.
Esse procedimento só tem um senão: o carrinho estraga muito no bagageiro do avião (como a mala do bebê e bebê-conforto, que eu recomendo sempre embalar com o protect bag). Como meu carrinho é estreito, eu coloquei nele a capa do berço portátil, pedindo sempre que fixem a etiqueta na alça da capa e não no carrinho. Funciona. Cheguei a pensar em mandar fazer uma capa específica. Nos outros países, vendem-se capas bem legais, mas para esse procedimento de que falei, o legal mesmo é ter uma capa que caiba no cesto do carrinho, ou na bolsa, ou seja, não seja uma outra mala a carregar!
Carrinho usando a capa do berço desmontável!

Esse ano algo mudou, agora o carrinho TEM que passar na esteira do raio-X, e o bebê, em seus braços, afastado do corpo, pelo detector de metais. O carrinho do Heitor passa tranquilo ali, mas não sei como eles fazem com os carrinhos que não fecham como guarda-chuva, acho que eles podem não caber. Final do mês, na próxima viagem, eu pergunto. Atualizando: vi uma mãe, na fila, tentar passar um Burigotto, que fecha "dobrando", e ele não coube no raio-X. Os funcionários passaram o carrinho por fora, sem nenhum problema.
Agora também é necessário apresentar o nosso documento e o do bebê ao lado do cartão de embarque, mesmo nas conexões. Foi assim que acabei fazendo o RG de Heitor, aos 2 meses, para não detonar a certidão dele...
Na quarta viagem, para SP, fomos sozinhos, os dois! Infelizmente, por conta disso, não ficou nenhum registro do Heitor, salvo essa cara de sapeca no carrinho fornecido pela TAM:
 

Como eu disse, a TAM fornece carrinho. Usei, além do carrinho deles, o Canguru e um mini-travesseiro, apenas para apoiar o cotovelo. Como meu canguru é bem fofinho (Venezuelano, bem barato!), eu deixava o Heitor nele o tempo todo. Passava do carrinho ao ombro, do ombro ao colo. Ali mesmo, vestidinho no canguru, ele dormia. Fomos bem. Isso só deu certo até os seis meses, hoje el não aceita mais...
Na conexão no Rio, me deu uma vontade louca de ir ao banheiro. Erro de cálculo, pois normalmente deixo o Heitor no colo de algum comissário e vou no avião. Mas aconteceu, e não sabia o que fazer. Acabei fazendo xixi com Heitor no canguru, mesmo, seguindo a dica de Raquel - uma cena de novela, ele ria muito, mas no final, deu certo. Sentei ele no meu colo de frente, ainda preso no canguru, e fiz um malabarismo para usar o papel higiênico... :D
Eu realmente tinha que contar isso! É uma cena hilária, mas agora acho que ela faz parte da nossa história.
Minha prima Paulinha sugeriu levar ele no carrinho ao banheiro de deficientes. Isso eu não consegui, pois hoje os banheiros de deficientes tem assentos especiais, não consegui usá-los. BOM, mas é também uma dica. Está anotada...
Quando passei a viajar sozinha com o Heitor, tive que APRENDER a pedir. Pedir ajuda, pedir licença... As pessoas não costumam se oferecer para ajudar uma mãe, não entendo bem o motivo disso. A minha amiga Ilana veio de Angola grávida de oito meses e empurrou dois carrinhos cheios sozinha, sem que ninguém oferecesse ajuda... Às vezes, contudo, ficamos orgulhosas em situações assim, qurendo "fazer sozinha", ou só com vergonha de pedir. Como não tinha jeito, passei a pedir ao comissário para me ajudar com a bagagem de mão e montar o carrinho no desembarque, aos passageiros para ajudar a retirar as malas da esteira...
Na quarta viagem, fomos ao Sul. 9 hrs e meia. Difícil demais. Resolvi usar o travesseirinho de apoio, somente, na ida. Mas o Heitor, depois dos oito meses, passou a ficar bem mais agitado durante o sono, e eu já não conseguia apoia-lo na mesinha de refeição. Antes de voltar, acabei comprando essa almofada na Leite do Bebê, e me realizei no retorno!
Usando a almofada, ainda da forma errada.
Essa almofada é muito boa. Depois, me ensinaram a usar ela corretamente, com uma das pontas para trás, presa pelas minhas costas e apoiando a coluna (Muito melhor, até para dar o seio!). Nessa foto dá pra ver que estou segurando ela na frente. Usá-la desse jeito também é bom, mas ela escorrega um pouco (e o bebê, junto com ela...)
No Sul, usamos o sling, mas ele escorregava por baixo... Comentarei os slings e cangurus no próximo post.
Na quinta viagem eu viajei bem mais feliz.


Heitor dorme no avião (acompanhado!) voltando de Salvador. Sempre tento marcar assento com alguma mãe na fila, para ficarmos assim, com a poltrona do meio livre (só são 4 máscaras por fileira). Uma dica quando viaja o casal é marcar as poltronas da janela e do corredor, assim dificilmente a do meio será ocupada (dica de Michelle). Caso seja, é só pedir educadamente para a pessoa trocar.
Apertei bem a almofada dentro de uma sacola resistente (estilo "eco-bag") e de quebra trouxe outra malinha, muito melhor.
A malinha do Heitor no avião sempre foi um problema. A da Kipling é linda, mas morro de medo de colocá-la no chão do avião (o meu bolso tem muito ciúme dela!). Além disso, por mais dividida e funcional que seja, não dá pra socar as mil coisas que devem ser levadas em oito horas de vôo... É uma bolsa para passeios na cidade, nunca para avião.
Ganhei primeiro a Mama Bag, da Dican. Ela é MUITO BOA para avião, pois é impermeável, bem dividida (imagine procurar algo em uma sacola embaixo da poltrona, com um bebê no colo!), com porta-chupeta, porta-roupa suja, porta-mamadeira térmico, porta-fraldas e por aí vai... E a melhor parte: é mais barata...
Ela me serviu e serve bem, ainda, mas eu não estava suportando o PESO da alça lateral da Mama Bag nos meus ombros... A minha lombar dói muito desde o parto.
Foi por isso que acabei usando, quando voltei de Salvador, a bolsa Daisy Diaper Bag, da Simple Good. Tem tempo que queria ter uma dessas, mas achava que era consumismo meu. Observei, contudo, que TODAS as minhas malas são utilizadas, e bastante. Ora, claro que para alguém que mal sai de casa, uma mochilinha basta. Eu mesma acharia loucura mais do que isso. Mas para pessoas como eu, que carregam o filho tal qual índia yanomami pela vida, é burrice comprar daqueles conjuntinhos combinados, delicados e fofos, mas nada resistentes a um porão de avião. É burrice, e eu pago R$ 20,00 de protect bag na mala por viagem para lembrar disso toda vez... Uma pessoa como eu deveria ter uma mala resistente, ainda que feia; uma sacolinha charmosinha para a cidade, que combinasse com a roupa da mamãe e coubesse algumas coisas da mãe também, e; uma BOA mala pro avião. No máximo, uma mochilinha pequena, que a criança mesmo carregue no futuro. E só. Tudo muito resistente, impermeável, e a prova de sujeira!
Seguindo a minha sugestão, Marina comprou essa para Tuca e amou; seguindo a sugestão de uso dela, então, eu adotei ela para mim.
Não vou perder linhas falando da Daisy, pois o site do fabricante tem fotos a beça. Ela une a da Dican (impermeável, resistente e dividida) e a da Kipling (bonita, e com prendedor para carrinho), mas tem algo que as duas não têm, e que foi o que me levou a amá-la: ela tem também alças de mochila, o que distribui o peso nos ombros e deixa os braços livres. Ela é enorme, e o trocador é imenso e sistematizado. Eu amo.
Essa é a nossa FAMIGERADA história com aviões... Há tempos me prometo (e aos outros) esse post, mas o excesso de informações e fotos me impediam.
No mais, seguem uns lembretes:

* No avião, só se viaja com Certidão de Nascimento Original ou RG Original, e documento com foto de um dos pais, pelo menos. O filho só viaja no país com um dos pais, fora dele, com ambos, ou com autorização do pai que não viajará, ou de ambos (caso viaje com terceiro), ou judicial.
* O Check-in de pessoa com bebê de colo é preferencial, mas mães com colo não podem fazer check-in online. As primeiras poltronas são super disputadas, convém chegar cedo. Só podem ir 4 pessoas por fileira, por conta das máscaras de oxigênio. As poltronas de trás levantam o apoio dos braços, o que é melhor pro bebê dormir no colo dos dois pais, mas as da frente, tem um espaço maior nas pernas. Na minha opinião, o melhor é a primeira fileira quando ele está acordado e um pouco mais atrás quando ele está dormindo.
*O ideal, para mim, é viajar sempre de madrugada, quando o bebê dorme mais.
* Tem trocador no avião, normalmente fica no banheiro de trás. O Heitor já fez uma boa bagunça lá... Se der para segurar com a fraldinha cheia, na maioria dos aeroportos tem fraldário. Da mesma forma, se conseguir trocar na poltrona, também pode ser mais confortável.

Trocador do banheiro do avião, aberto; Quando tirei essa foto, não achei tão pequeno. Acho que tenho traumas do dia em que o Heitor lambeu as paredes do banheiro...
 Eu troco Heitor sempre nos fraldários dos aeroportos. Encho o bumbum de Benpantol, Hipoglós, e espero. Não consigo trocar na poltrona do avião  porque ele é muito agitado, e normalmente o cocô dele fede demais, incomoda os outros passageiros.  O trocador do avião eu tenho procurado ignorar, desde que ele lambeu a parede do banheiro! Mas não o descarto, afinal, nem sempre o cheiro permite... Cante, faça careta para ele distrair do ambiente novo, e seja rápida! E leve ao banheiro só o essencial. Ah, e não tentar lavar o bumbum na pia. Eu tive que trocar a MINHA roupa depois de tentar...
Heitor no fraldário em Brasília
*As comissárias podem colocar a água e o pó na mamadeira por você. Mas eu levo tudo pronto nas Umix. Se precisar de outra, coloco a água na mamadeira e levo assim, com o pó no porta leite em pó. Normalmente levo uma a mais, porque tenho histórico de apagões aéreos, overbooking, cancelamentos...
*Use potinhos. Levar comida de casa é loucura.
*Amamentar nessas horas é tudo. As decolagens e aterrisagens costumam fazer pressão no ouvido do bebê, assim, é bom dar o peito nessas horas. O de Heitor só incomoda na descida. Na falta do peito, uma chupeta. Na falta dela, a mamadeira. Observe bem quando o avião começa a descer, pois normalmente é bem antes do piloto avisar. Pode ser tarde demais quando você perceber.
*Quando ele tiver maiorzinho, boas opções para distrair são os DVDs Portáteis e biscoitinhos de maisena. Brinquedos que eles podem jogar no chão são inviáveis se você não quer correr atrás deles embaixo das poltronas alheias... Mordedor bom para a fase "nascendo dentes" são os DESSE tipo, que prendem no braço do bebê com velcro, ou DESSE, pois você pode segurar a argola... Leve no mínimo, três brinquedos, porque eles enjoam fácil.
*Leve um vidrinho de álcool a 70% em frasquinho spray na malinha. Eles são ótimos para esterilizar mordedores que cairam no chão, limpar "coisas" que escorregam da fralda a até mãozinhas que pegam onde não devem...
*Uma lanterninha de bolso pode ajudar a não despertar o bebê com a luz forte do avião, e ainda pode ajudar a distraí-lo, deixando "a bolinha passear".
*Parece mentira, mas em algumas situações a janela é melhor do que o corredor. Eu gosto mais para apoiar o ombro e dormir encostada ali... Além disso, o ar frio costuma sair bem pelos corredores, de modo que seu bebê não poderá dormir com a cabeça virada para um dos lados sem congelar... Acrescento ainda que o carrinho do serviço de bordo passar raspando pela cabeça ou pé do seu bebê dormindo pode não lhe agradar muito...
*Leve sempre um lanche fácil para você.
*Durma quando o bebê dormir. Se precisar de remédio de enjôo, tome 30 minutos antes do embarque. É mais fácil segurar o sono antes do bebê dormir do que depois dele acordar...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sacos de Esterilizar, alegria das mamães em trânsito!

Sei que já falei desses sacos de esterilizar, mas cada vez que recorro a eles, mais agradecida fico!

A Medela também tem sacos iguais. Com eles, bastam 60 ml de água, 1:30 min de microondas e voilá! Esterilizadas duas mamadeiras, chupetinhas, o que for! Cada saco pode ser usado por 10 vezes.
São ótimos para os momentos em que você está cansada, precisando dormir, está só com o bebê e as mamadeiras estão imundas.
Além disso, esses sacos significam uma "folha de papel" na minha mala já tão abarrotada, e menos um volume a carregar após 8 hrs de vôo. Lágrimas vêm aos meus olhos só de pensar.
Comprei cinco, mas ainda estou no segundo, com duas viagens de 10 e 7 dias nas costas.

Mamãe de Heitor recomenda (com lágrimas de alegria nos olhos)!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O que levar na viagem com o bebê

Tirei essa lista do site da BabyCenter, mas fiz meus comentários em itálico. Acho que a lista da BabyCenter é exaustiva e muito boa, mas sempre é bom cada um adaptá-la a sua realidade, possibilidade e vontade!

Lista: o que levar na viagem com o bebê

Carregar bebês em uma viagem é o de menos: eles não são lá muito exigentes, dormem bastante, não precisam de um cardápio variadíssimo. O problema é a tralha necessária para cuidar deles. Veja abaixo uma lista de itens indispensáveis para viajar com seu filho, além de dicas para fazer as malas sem muita confusão.

Fraldas descartáveis
- Calcule uma para cada hora em que estiver em trânsito, mais algumas para o caso de atrasos ou emergências. Informe-se antes se é fácil comprar fraldas onde você vai estar. O ideal é só carregar as necessárias para o trajeto.
Salvo se tiver dúvidas sobre encontrar no local as mesmas fraldas que seu filho usa. É possível que ele tenha alergias com novas marcas.

Manta(s)
- Leve pelo menos uma, de acordo com o clima. Um edredom leve pode servir de tapete ou colchão para o bebê ficar no chão.

Sacos plásticos
- Carregue vários, para guardar fraldas sujas, roupas molhadas, babadores melecados, sapatos cheios de areia e lama etc.
Existem também disponíveis para venda sacos artesanais para por a roupa suja (alguns coordenados com sacos de roupa limpa) e sacos perfumados, próprios para não deixar seu carro “cheiroso” durante o trajeto... Exemplos: Perfumosi, da Chicco. Na Elo7 encontram-se artesãos que fazem os sacos de roupa suja.

Pomada antiassaduras
Caso a marca do seu bebê seja difícil de encontrar, leve quantidade suficiente.

Lencinhos umedecidos
- Podem ser substituídos por fraldas de pano limpas ou quadradinhos de algodão, mais uma garrafinha de água para molhá-los na hora.
Lencinhos são úteis não só para limpar o bumbum, mas também para limpar “qualquer sujeira” fora de lugar. Limpa a sujeira “vazada” no trocador, a comida que cai no banco do carro... Existem lencinhos adultos, da Kleneex, que também podem ser úteis (limpar os seios, limpar as mãos), e o lançamento da Natura, “Banho de Gato”: lencinhos que podem ser usados até na boca da criança.

Sabonete líquido
- É melhor levar aquele a que seu filho está acostumado. Se ele tiver pele seca, leve também um hidratante.
Para diminuir a bagagem e evitar vazamentos, coloque o sabonete (e shampoo, se seu filho usar) em pequenos vasilhames de viagens, que se compra em lojas de cabeleleiro, de presentes... Colocando o sabonete líquido em um que seja spray (estilo porta-perfume), ainda é possível borrifá-lo diretamente no corpo do bebê, facilitando na hora de segurá-lo e ensaboá-lo e na economia.
Tirei a foto do blog: Gavetinha de Luxo.

Lenços de papel
- Procure na farmácia embalagens pequenas, para levar na bolsa.
Têm a mesma utilidade dos lenços umedecidos Kleneex, mas acho que não incomodará levar um pacote de lenços secos e outro de lenços úmidos na bolsa...

Chupetas extras
- Se seu filho usar, é claro.

Roupas
- Duas trocas por dia. Pense em "camadas" para agasalhar seu filho, em vez de levar casacos pesados (a menos que você esteja indo para um lugar muito frio).
Essa dica das camadas me ajudou muito, até porque o clima do mundo anda louco, a tal ponto que em uma mesma semana pode fazer dias de sol logo depois de dias friorentos...

Lençóis e toalhas
- A menos que você esteja indo para um hotel, ou para a casa de um parente que vá oferecer esses itens. Mesmo assim, vale a pena levar algumas toalhas de tecido de fralda, mais macias.
Se for ficar pouco tempo, uma toalha basta. Mas como acidentes acontecem, a cautela pedem duas, para períodos de até 10 dias.

Babadores
- Dê preferência aos de plástico, que podem ser limpos com um pano úmido.
Na hora de guardá-los, passe um dos lencinhos umedecidos.

Mamadeiras e Lavador de mamadeiras
- Você pode levar um esterilizador de microondas se tiver acesso a um aparelho desses durante a viagem. Senão, apenas escalde as mamadeiras com água quente ou fervendo.
A quantidade adequada para 24 horas, pois você pode não ter tempo, durante o dia, de esterilizá-las. Veja como poderá fazê-lo, caso permaneça por mais de um dia. Muitos pediatras recomendam usar apenas panelas esmaltadas, ou esterilizador elétrico ou de microondas, apenas, para isso. Eu uso também o aquecedor de mamadeiras com água dentro dela a 100ºC, mas já usei um esterilizador elétrico que recebi de “herança”. Outra opção são os Sacos para Esterilização a Vapor em Microondas Quick Clean, da marca Medela. Eu comprei os meus com o pessoal do site “Leite do Bebê”, são ótimos, basta 60 mL de água e 1:30 min. Mas convém descobrir se no local o microondas estará a sua disposição para tal.
Outra questão sobre as mamadeiras é que água usará para fazer o leite. Muitas mães me disseram que fazem com água mineral, sem medo, mas eu não confio tanto... Fervo a água no aquecedor de mamadeiras a 100ºC, mas algumas pessoas me falaram de Hidrosteril para esterilizar água e também mamadeiras
, eu realmente não sei como usar, mas gostaria muito de saber!


Chapéus e bonés para protegê-lo do sol
Além disso, um daqueles ventiladores portáteis pequenos a pilha, eles podem ser úteis em algumas situações de abafamento... Outra opção: leque, daqueles de camelô! Estilo “ching-ling”!

Filtro solar (FPS de pelo menos 30), repelentes e/ou mosquiteiro
- Siga a orientação do pediatra para o uso desses produtos. Se ele liberar, leve inseticidas também para combater mosquitos nos ambientes.
Eu uso o filtro Episol Kids, mas o dermatologista pediu cuidado para que ele não ponha a o corpo com filtro na boca. Pode ser usado a partir dos seis meses, assim como os repelentes. Antes disso, GUARDA-SOL pode ser uma boa! O repelente que uso é o Johnson's Loção Anti-Mosquito, com fórmula devidamente autorizada pelo dermatologista. Ah, também é só depois dos seis meses. Antes, pode-se borifar um pouco dele no mosquiteiro, ou passar um pouquinho na roupa...
A maioria dos berços portáteis já traz um mosquiteiro portátil, que encaixa em qualquer berço. Há ainda esses à venda: Musky Baby e Bebê Produtos – (Esse tem um zíper em cima, bem prático, e esse é mais funcional).

Remédios básicos
- Termômetro, antitérmico, antigases (leia nosso artigo sobre a farmacinha doméstica).

Cópia da certidão de nascimento do bebê e carteirinha do plano de saúde
- Leve também o telefone do pediatra e do plano de saúde, se tiver. Em viagens para o exterior, é necessário o passaporte do bebê.
Eu fiz a identidade do Heitor... A dificuldade é pegar as digitais. Como ele era pequeno, a 3X4 teve que ser tirada em uma loja de foto, em meu colo. Eles apagaram a minha imagem com o Photoshop.
A identidade é mais prática e preserva a certidão de nascimento.


Comida, fórmula, água e talvez suco
- Leve mais do que o necessário para o trajeto, pois sempre pode haver imprevistos.
Potinhos da Nestlé salvam o dia. Escolha um bom porta-leite em pó – eu uso o da Pimpolho, pois levo quantos andares precisar, fica em um cantinho da sacola que não incomoda e cada andar dá tanquilo para a quantidade do leite em pó, e mais umas colherzinhas de Mucilon:

Se o seu bebê se adaptar à Mamadeira Umix “Mix-on-the-go”, é uma excelente escolha para fazer a mamadeira no caminho. O Heitor rejeitou o bico, daí eu encaixei um da Nuk no lugar para usá-la.

Colher e copinho preferido
- Para dar um remédio, ou um potinho de comida, ou raspar uma maçã. O copo também pode facilitar na hora de dar sucos ou água.
Copo que Heitor usa: Copo Antivazamento 415 ml Nüby by Kuka, com bico de silicone molinho, bom pra água, fica em um cantinho na bolsa...

Lampadinha
- Para trocas de fralda e mamadas no meio da noite, em um lugar desconhecido que pode ser muito escuro.
Também é excelente para distraí-lo, apontando para uma parede ou banco do carro e movendo a luz de lá pra cá.

Canguru ou sling
- Se você tiver. São leves, não ocupam espaço e aliviam seus braços na hora do colo.

Piscininha inflável
- Para usar como banheira (pode ser substituída por uma bacia grande que já esteja no local) ou para refrescar o bebê na praia ou na piscina.
Caso se viaje muito, pode valer a pena investir em uma Banheira Dobrável Girotondo, bem interessante.

Berço desmontável
- Se não houver lugar para o bebê dormir. Outra opção, para viagens curtas, é deixá-lo dormir junto com vocês.
Caso deseje evitar que ele vicie e não queria mais dormir no berço, ou evitar o sufocamento, pode-se usar na sua cama uma cama dobrável, no estilo da The First Years ou Cama de Viagem Gold Bug, que também serve de trocador. Talvez rolos infláveis, entre vocês e o bebê. O Centro de Diversões do Bebê da Intex também pode ser uma boa opção para substituir o berço, mas certifique-se se terá como enchê-lo no local (eu não consegui enchê-lo no pulmão!), ou leve um inflador que tenha um tamanho menor. Acredite, você pode usar muito o inflador em bóias, brinquedos infláveis e até balões!

Carrinho
- Dê preferência do tipo guarda-chuva, leve e que não ocupe muito espaço.
A maioria dos carrinhos realmente leves são usados a partir de seis meses. Pense bem antes de escolher o seu para o enxoval, pois alguns carrinhos “dobram” como uma filha de papel, mas ocupam o bagageiro todo.

Dicas para fazer as malas:

• Comece a preparar as coisas alguns dias antes de viajar. Vá juntando o que precisa levar à medida que se lembra, e colocando tudo num lugar só. Imprima a lista acima e vá dando baixa no que já pegou.



• Leve uma sacola impermeável, resistente e fácil de carregar no dia-a-dia para as coisas do bebê. Às vezes a bolsa de fraldas que você já usa não é a mais adequada para a viagem (ou por ser muito grande, ou por ser muito bonita para enfrentar intempéries e areia, por exemplo).

VIAGEM EM AVIÃO: Protect Bag pode salvar a sua mala linda. Caso não encontre ou não dê tempo, algumas companhias aéreas oferecem sacos plásticos. Isso vale para o bagageiro do ônibus também.

• Carregue na bolsa com as coisas do bebê uma camiseta extra para você, para o caso de imprevistos.
Acreditem, eles acontecem muito...

• Embale remédios e produtos como xampu e sabonete líquido dentro de sacos plásticos, para evitar vazamentos.

• Leve um trocador portátil para o bebê.
Existem “trocadores infláveis”, que podem servir de colchãozinho e até de suporte pro banho, mas nunca vi no Brasil, só em sites internacionais, como o Go Home Junior.

• Mantenha na bolsa um lanchinho de emergência para você, como um pacotinho de castanha de caju ou uma barra de cereal.

• Não esqueça, além da câmera fotográfica, os cartões de memória ou filmes, além das pilhas e do carregador, se tiver.

• Leve alguma coisa interessante para ler. O mais provável é que você não tenha muito tempo, mas vai que o bebê resolve tirar uma bela soneca e te dar uma hora de tranquilidade...

Fonte: BabyCenter